Santini debate perspectivas para a saúde em evento na Capital

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Promovido pela Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do RS, o evento Cenário 2017 – Perspectivas e Oportunidades, teve como palestrante o deputado Ronaldo Santini (PTB). No debate, ocorrido nessa sexta-feira (16) no Hotel Continental na Capital, também participaram o diretor da Confederação Nacional dos Municípios em Brasília, Denilson Magalhães e o vice-presidente da Confederação das Misericórdias do Brasil (CBM), Maurício Dias, com mediação do presidente da Federação, André Lagemann.

Santini, como presidente da Frente Parlamentar de Apoio as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, falou sobre os desafios atuais na questão da saúde e taxou o momento como preocupante.  “Está cada vez mais difícil mas devemos encontrar alternativas para esta crise. Há pelo menos 20 anos o sistema de saúde, e especificamente os hospitais filantrópicos, estão em processo de falência”, salientou. O petebista disse ainda que a Frente Parlamentar especializada no tema foi criada há cerca de cinco anos, com o intuito de auxiliar nesse sentido: “Já tivemos muitas vitórias, porém, nos últimos dois anos também foram colecionadas expressivas derrotas. Neste ano conquistamos uma emenda de 297 milhões porém não foi executada por exemplo”.

Ele enfatizou ainda, que não se deve tratar demandas de um hospital diferente de outro apenas questões políticas. “Temos que continuar lutando para que o atendimento seja realizado do Estado para com o hospital mediante a prestação de serviço realizado”, sublinhou o deputado.

Além disto, as votações do pacote do Governo, previstas para esta semana no Parlamento Gaúcho e as dificuldades no orçamento do Estado foram outros conteúdos expostos por Ronaldo Santini na ocasião.

Denilson Magalhães abordou sobre os desafios de programas de municipalização da saúde, as estruturas do Sistema Único de Saúde (SUS) e o desafio da burocracia e subfinanciamento e ainda criticou a PEC 55. “Teremos ainda mais perdas na saúde”, afirmou. Seu projeto trouxe as perspectivas para 2017, como devolução de programas, redução da judialização na saúde, incentivo a doação de sangue nos municípios, etc.

De acordo com Maurício Dias, que apresentou um trabalho chamado Modelo de Financiamento e Remuneração Para a Saúde: desafio ou solução?, o SUS foi lançado como o melhor programa porém não é executado como tal.  Dias reiterou: “são diversos fundamentos legais ignorados e falhas em diversas partes”. O vice-presidente da CBM exibiu proposições para um novo modelo de remuneração, e, segundo ele, é possível enfrentar paradigmas e o desafio foi aceito.

O presidente licenciado da Federação das Santas Casas, Francisco Soares Ferrer e diversos convidados especialistas em saúde integraram o evento.

Foto: Nathalia Kurtz