PTB MULHER

No início dos anos 90 as mulheres gaúchas, entusiastas, dinâmicas e preocupadas com a abertura dos espaços da mulher no contexto político partidário, buscavam através da luta incessante, igualdade de condições às futuras gerações. Aliando-se ao trabalho de militância, organização e campanhas políticas, firmando sua posição de uma forma clara, estas mulheres foram arregimentando as lideranças mais diversas que também apaixonadas pela causa política, se somavam ao grupo. Estimuladas umas pelas outras reuniam-se periodicamente e estabeleciam estratégia de ação, tais como: campanhas de filiação para contribuir com a ampliação partidária, estudos e debates sobre a ideologia partidária. Neste clima de cordialidade e parceria, surge a ideia de criar uma Diretoria para organizar melhor os encontros periódicos que já avançavam em número de adeptas, assumindo a coordenação dos trabalhos, em 1991, como Presidente do grupo a companheira Haidée Sperinde da Silva.

Primeiramente denominadas “As Mulheres do PTB “, passaram a identificar-se como MPF – Movimento Petebista Feminino, sugestão unanimemente aceita e utilizada pelo grupo em todo e qualquer encontro político partidário, agregando- se em campanhas eleitorais, vereadoras, candidatas, esposas de candidatos à deputados, vereadores, etc.

Em 1992, assume a coordenação das mulheres petebistas, Terezinha Irigaray; ex-vereadora de Porto Alegre, ex-deputada estadual, que teve seu mandato cassado pelo regime ditatorial, fiel militante partidária e também fundadora deste grupo de mulheres.

O ano de 1993 prometia muito para as mulheres, e era o momento próprio para iniciarmos um trabalho direto com as comunidades partidárias locais, tendo em vista o recente desgaste natural, pelas campanhas municipais. Em dezembro do mesmo ano, foi realizada a I Convenção do Movimento Petebista Feminino do Estado do Rio Grande do Sul – biênio 93/95, assumindo a presidência Marli Iglesias, reeleita na II e III Convenção Regional para os biênios 95/97 e 97/99, liderando o processo da IV Convenção Regional em fevereiro de 1999, onde é eleita a companheira Iára Lopes.

Em dezembro de 1995, já com um número significativo de Comissões Provisórias organizadas no Rio Grande do Sul, realizou-se a II Convenção com a participação direta da maior parte dos municípios. Nesta Convenção com duas chapas concorrendo e dando exemplo de democracia e organização, a chapa vencedora convidou companheiras da chapa concorrente para trabalharem juntas. Em março de 1996, com a reformulação do Estatuto do PTB Nacional, passa a denominar-se Movimento da Mulher Trabalhista.

Em julho de 1997, no I Fórum Nacional da Juventude Trabalhista, em Tramandaí, a Presidente Regional Marli Iglesias, apresenta uma moção que trata da reestruturação do movimento e de uma nova Comissão Provisória Nacional, colocando à disposição do partido a experiência vivenciada no Rio Grande do Sul, com sucesso, para ser levada aos demais Estados do Brasil. Em 10 de novembro de 1997 a Executiva Nacional nomeia a Presidente Regional do Movimento da Mulher Trabalhista/RS, Marli Iglesias, para presidir os demais estados do Brasil. Em 30 de novembro do mesmo ano, é apresentada à Executiva Nacional do PTB uma proposta de ampliação do movimento.

Em 12 de dezembro, ainda do mesmo ano, acontece o 1º Encontro Nacional das Mulheres do PTB, com a presença de 15 representantes dos Estados da União, dirigido e organizado por Marli Iglesias (RS). Nesta oportunidade o nome do movimento passa a denominar-se PTB MULHER e assume a presidência desta Comissão Provisória Nacional, a Senadora Regina Assumpção.

Em fevereiro de 1999, conforme Resolução 001/99 do PTB/CEN de janeiro/99, as Convenções Regionais deveriam ser antecipadas ou prorrogadas até o ano de 2001. Acompanhando decisão partidária local, o PTB Mulher do Rio Grande do Sul, antecipa por 10 meses sua gestão e realiza a IV Convenção Regional, biênio 1999/2001. Ainda obedecendo a Resolução PTB/CEN foi proposto à Executiva Nacional do PTB, a realização da I Convenção Nacional do PTB Mulher, que realizou-se nos dias 14 e 15 de maio de 1999, em Brasília, contando com a efetiva participação de 24 Estados do Brasil, sendo 21 em caráter de Comissão Provisória e 03 de Diretórios Estaduais.

Nos anos 2000, o PTB Mulher cresceu em todos os cantos do país, sendo valorizado e reconhecido pela sua atuação pelos demais partidos da nação. No Rio Grande do Sul, berço da sua criação, foi determinante nas eleições que alçaram Gilda Kirsch e Kelly Moraes à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, esta última com mandato nas duas Casas Legislativas.

O momento histórico do movimento aconteceu nas eleições municipais de 2016 quando elegeu o maior número de prefeitas, vice-prefeitas e vereadoras da história do PTB. Atualmente, o movimento é presidido pela vereadora de Santa Cruz do Sul, Kelly Moraes.


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